quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

E tudo o vento levou...

É triste quando,
O amor voa para longe,
Tao longe quanto o monge,
Naquela abadia fechado.

Numa noite fria,
O rio já chia,
Os lobos uivam
E Teus olhos brilhavam,

Eras tu por detrás da floresta,
Que ventos uivantes soprava,
Que seus ramos cantava,
Fazendo da vida uma enorme festa.

Mas eis que tudo o vento levou,
O mar brotou,
O sol se apagou,
O céu cinzento te conquistou.

Milhares de cristais,
Caíram sobre ti como estrelas,
Representando enormes vitrais,
Onde apareciam lindas donzelas.

Não tão lindas como tu,
Pois não à beleza igualável,
És bela isso é inegável,
Mas a verdade não é só isto.

Simpática como o sol,
Que acaricia teu rosto,
Teu cheiro fresco a mentol,
Que sinto quando a ti me encosto.

És doce como mel,
Suave como cetim,
Neste mundo sem fim,
Pintado por ti a pincel.

Como te amo não sei dizer,
Como te quero não sei explicar,
Perto de ti fico a tremer,
E meu corpo a suar.

Teus olhos reflectem,
A garra do teu ser,
Quando os teus lábios sentem,
O leve toque do meu querer.

Neste dia Valentim de seu nome,
O nosso amor festejou,
Em tom gritante gracejou,
Que eu para sempre te ame.

Leve o tempo que levar,
No nosso recanto te vou encontrar,
Seja quando for,

Terás para sempre o meu amor.

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